Quando falamos em administração do tempo, estamos “vendendo” uma ilusão, já que o tempo não pode ser administrado ele é absoluto, tudo que podemos fazer são administrar as nossas ações no tempo, nossas tarefas e atividades que vão nos levar as nossas realizações ou frustrações.
Toda ação aprendi há algum tempo é efetiva, ou seja, tem um efeito e esse pode ser positivo, negativo ou neutro. Portanto não é o tempo que administramos mais sim nossas ações em um curso de tempo específico, e vamos sofrer as conseqüências dessas ações, invariavelmente. Mas nosso objetivo é sermos produtivos no trabalho, eficientes e eficazes e ainda gozar de “tempo” para satisfazer nossas necessidades de lazer, realizar outras atividades e nos dedicarmos aos nossos outros papéis além do profissional, e não conseguir isso gera uma crescente frustração pessoal que não raro leva as pessoas à estafa e ao stress agudo. Para extrairmos das nossas ações um maior número de efeitos positivos precisa-se, sobretudo de disciplina e persistência em seguir os métodos de organização, principalmente priorizando nossas ações no plano diário classificando-as usando o método ABC.
Não temos que ter vergonha de descartar ações que não tem importância ou que não tenham um efeito significativo. Abrir mão de fazer algo é sinal de maturidade e discernimento entre o que é importante e o que não.
Aprenda a delegar ações, mesmo as mais importantes entre os membros de sua equipe, isso mostra que você confia neles, mesmo que isso não seja inteiramente verdade, é necessário passar essa impressão para que seus colegas entendam que podem realizar as ações. Isso não significa que você vai esquecer-se delas ou deixar de acompanhar muito pelo contrário, você deve manter essas ações na sua lista de tarefas, com o status “delegado” e identificar a quem foi atribuída, logo depois passe a tarefa para a lista de Follow-Up, estabeleça uma data para saber dos efeitos dessa ação.
Agora a parte mais difícil, caso o resultado não seja positivo a tendência é apropriar-se novamente dela e não mais delegar tarefas do mesmo tipo e é isso que gera a sensação de falta de tempo, pois ao apropriar-se de tarefas demais geramos o efeito contrário ao desejado, improdutividade e frustração, para evitar isso se utilize do Follow-Up acompanhe as tarefas delegadas, assim pode corrigir o rumo passo a passo e ensinar como gosta que sejam realizadas, ensinando aos seus colegas e equipe como fazer o trabalho permitindo que se sintam confiantes e independentes.
Quando conseguir isso o gestor, líder ou gerente estará mais seguro e apto a delegar tarefas, comece por aquelas que estão marcadas como B e C e assim preserve consigo as de maior importância e efeito até sentir-se completamente seguro.
O efeito direto desse tipo de atitude é um maior controle das atividades sejam suas ou da sua equipe, e uma sensação de tempo ganho, e realização.

Inteligência emocional - Goleman, Daniel – Ele traz o conceito da inteligência emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria da situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão, gentileza têm mais chances de obter o sucesso.
Gerência de Projetos – Heldman, Kim – Traz detalhes sobre todas as fases de um projeto, técnicas e processos e aborda casos e a questão ética. Ótimo também como manual de referência.

Como o personagem, antropomórfico de Alice nos país das maravilhas, parece que a cada dia estamos todos mais apressados, sempre atrasados e reclamando da falta de tempo. Como esse tema da administração do tempo, tem sido recorrente nas minhas conversas no trabalho e com os colegas da faculdade, resolvi colocar aqui algumas coisas que aprendi. Não sou organizado por natureza, mas sou inquieto e empreendedor. A desorganização é uma característica contrária a eficiência e eficácia, por isso procurei aprender como lidar com a minha desorganização e administrar melhor o meu tempo. Comecei com uma agenda simples, como muitos creio já tentaram marcando hora pra tudo e tornando-me um escravo do relógio, trabalhava muito e sempre parecia que altavam horas no meu dia e acabava levando trabalho pra casa é claro que isso não me deixava feliz.
A invenção da Bússola remonta o século IV A.C. na China. Somente 1500 anos depois conhecida e usada no ocidente torna-se o mais importante instrumento de navegação de todos os tempos, proporcionando descobertas e evoluções não só na tecnologia mas na forma como se via o mundo.